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Polícia Civil cumpre mandado de busca e apreensão no Hospital Municipal de Marabá

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22 jul

Um mandado judicial precisou ser cumprido pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (22) dentro da Secretaria Administrativa do Hospital Municipal de Marabá (HMM), após a direção da unidade se recusar a fornecer prontuário médico essencial para uma investigação de homicídio. A informação foi confirmada por agentes da Superintendência Regional do Sudeste do Pará.

O documento em questão é considerado peça-chave para esclarecer a dinâmica de uma morte ocorrida durante intervenção policial, incluindo o número de disparos sofridos pela vítima, regiões atingidas e os procedimentos adotados pela equipe médica. Mesmo com requisição formal da autoridade investigativa, o hospital negou acesso ao prontuário, obrigando a polícia a recorrer ao Judiciário.

Segundo fontes da Polícia Civil, o comportamento da direção do hospital tem se repetido em outras situações, o que motivou a autorização judicial para busca e apreensão de documentos sigilosos em pleno ambiente hospitalar.

Durante a ação, os agentes conseguiram acesso ao prontuário solicitado, destravando parte da apuração que estava paralisada pela falta de cooperação institucional. A medida ocorreu nos autos do processo nº 0808448-04.2025.814.0028, sob segredo de Justiça.

A reportagem entrou em contato com o diretor clínico da unidade, Dr. Nagilson Amoury, que afirmou que o secretário municipal de Saúde foi informado sobre o caso e decidiu centralizar qualquer manifestação oficial. Segundo ele, o cumprimento da ordem judicial já foi resolvido junto à Polícia Civil.

A diretora administrativa, Lícia Souza, também foi procurada, mas não comentou diretamente o teor da operação. Disse apenas que elaborou uma nota e encaminhou à Secretaria de Comunicação (SECOM), que solicitou o envio formal de pedidos de informação para o e-mail institucional. Até o fechamento desta reportagem, nem a SECOM nem a Prefeitura de Marabá haviam se manifestado.

O caso levanta questionamentos sobre a postura da atual gestão do hospital diante de um tema sensível: a obstrução de dados médicos necessários para elucidar crimes. A omissão, neste caso, só foi contornada pela atuação da Justiça e da Polícia.

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