Selecione abaixo uma Cidade

Secretário de Comunicação de Marabá deve quase R$ 50 mil em aluguel e é investigado por ameaças e agressões

  • Compartilhe:

28 jul

Apesar de ocupar um cargo de alto escalão na Prefeitura de Marabá, o secretário municipal de Comunicação, Alessandro de Souza Gusmão Viana, vem acumulando escândalos que colocam em xeque sua permanência na função. Um levantamento obtido pelo Portal revela que ele acumula uma dívida próxima de R$ 50 mil em aluguéis não pagos — valor que inclui multas, juros e honorários advocatícios.

O caso, que por si só já seria grave, ganha contornos mais preocupantes diante da postura hostil do secretário ao ser cobrado. Advogadas que atuam na tentativa de reaver o montante afirmam ter sido ameaçadas pelo servidor público, o que motivou sua condução à delegacia para prestar esclarecimentos.

Não é a primeira vez que Alessandro Viana, conhecido por seu comportamento agressivo e por espalhar desinformação em redes sociais, se vê no centro de denúncias. Durante um show recente em Marabá, ele foi acusado de agredir duas pessoas, entre elas o sociólogo e comunicador Igo Silva. As acusações, somadas ao seu salário bruto de R$ 17 mil mensais, levantam questionamentos sobre o grau de responsabilidade que se espera de um gestor público em posição de confiança.

Um histórico de condutas violentas acompanha o secretário desde pelo menos 2017, quando, ainda no início do primeiro mandato de Tião Miranda, foi gravado por trabalhadores da concessionária Equatorial tentando impedir, com arma em punho, o corte da energia elétrica de sua residência por falta de pagamento. O episódio não apenas foi amplamente divulgado à época como evidenciou um padrão de comportamento autoritário que parece ter se mantido ao longo dos anos.

A sucessão de episódios envolvendo Alessandro Viana não compromete apenas sua imagem pessoal, mas respinga diretamente na credibilidade da atual gestão municipal. Até o momento, a Prefeitura de Marabá não se posicionou oficialmente sobre o caso, tampouco indicou se abrirá algum tipo de sindicância interna para apurar as condutas do secretário.

Diante da gravidade dos fatos, cresce a pressão para que as autoridades locais — incluindo o Ministério Público — se manifestem e tomem providências. Permitir que figuras com histórico recorrente de ameaças, violência e inadimplência ocupem cargos estratégicos fragiliza não apenas a administração pública, mas o próprio pacto democrático que deve nortear a gestão de uma cidade com a relevância de Marabá.

Publicidade
whats