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A pedido do MPF, Unifesspa realiza estudo socioantropológico em comunidade ribeirinha da Ilha do Murici, município de São João do Araguaia

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11 mar

O Instituto de Ciências Humanas (ICH) da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) foi acionado pelo Ministério Público Federal (MPF) para a realização de um estudo socioantropológico sobre a comunidade ribeirinha da Ilha do Murici, no município de São João do Araguaia. O objetivo é investigar denúncias de que os moradores do local não estão recebendo serviços públicos essenciais.

A Profa. Dra. Luiza Mastop-Lima, da Faculdade de Ciências Sociais do Araguaia-Tocantins (FACSAT/ICH), foi designada para integrar a diligência como antropóloga da equipe. Entre os dias 26 de fevereiro e 1º de março, ela acompanhou a missão coordenada pelo MPF de Marabá, que também contou com os técnicos Flancleuber Moraes de Lira e Francisco Alecssandro Silva Bizerra, da Polícia Institucional/Seção de Segurança Orgânica e Transporte (SESOT). O grupo teve ainda o apoio do morador e guia Andrade Soares de Souza e do piloto da embarcação do MPF, Adir Oliveira Lima.

Mesmo com as dificuldades impostas pela cheia do Rio Tocantins, que prejudicou o acesso a algumas residências, a diligência transcorreu sem incidentes. Segundo a professora, os moradores da Ilha do Murici demonstraram grande receptividade, contribuindo com informações valiosas para o estudo.

A pesquisa está em fase de elaboração e será encaminhada ao MPF para subsidiar as medidas cabíveis. As imagens registradas durante a missão documentam a realidade da comunidade, suas condições de vida e os saberes tradicionais que garantem a sobrevivência das famílias na Ilha do Murici.

A população local depende principalmente da agricultura, com destaque para o cultivo de milho e mandioca, além da produção de farinha em casas de forno. A pesca também é uma atividade essencial, tanto para a alimentação quanto para a economia da comunidade. Além disso, a navegação no Rio Tocantins exige conhecimento e habilidade, e algumas mulheres da região se destacam nessa prática, conduzindo canoas e rabetas com destreza.

O estudo solicitado pelo MPF pretende contribuir para a compreensão dos desafios enfrentados pelos moradores e para a busca de soluções que garantam seus direitos e o acesso a serviços públicos básicos.

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