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Prefeito quer eleger mulher com pauta feminina, mas veta lei que ajuda vítimas de violência doméstica em Marabá

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19 mar

O prefeito Toni Cunha (PL), entrou em contradição esta semana após vetar um projeto de lei que poderia ajudar no combate à violência doméstica na cidade. A proposta, aprovada pela Câmara, obrigava condomínios a comunicarem às autoridades casos suspeitos de agressões contra mulheres, crianças, idosos e adolescentes.

Presidente da Câmara, Ilker Moraes (MDB), comemorou derrubada do veto e aprovação da Lei em defesa das mulheres de Marabá.

Mesmo sendo uma medida simples e já adotada em outras cidades, o prefeito decidiu barrar tudo, alegando inconstitucionalidade. Só que a justificativa não convenceu os vereadores, que derrubaram o veto por unanimidade e garantiram a validade da lei.

R$ 115 milhões de volta

O problema é que o veto vem justamente no momento em que o grupo político de Toni Cunha tenta fortalecer o discurso em defesa das mulheres, inclusive com a possível candidatura de Lanúzia Lobonas próximas eleições. Na prática, porém, as decisões da gestão têm ido no sentido contrário.

E não foi só esse caso. Recentemente, o prefeito também vetou outro projeto que previa isenção de taxa em concursos públicos para mulheres vítimas de violência. Ou seja, mais uma proposta que poderia dar algum suporte acabou sendo barrada.

Enquanto isso, promessas como a criação da Secretaria da Mulher seguem só no papel.

Na Câmara, a reação foi imediata. Vereadores de diferentes lados criticaram o veto e apontaram incoerência entre o discurso e as atitudes do Executivo. Para eles, a lei é importante porque ajuda a identificar e combater casos de violência que muitas vezes acontecem dentro de casa, longe dos olhos do poder público.

Com a derrubada do veto, a lei passa a valer. Mas o episódio deixa um desgaste político claro: o discurso pode até falar em defesa das mulheres, mas, na prática, as ações da gestão têm contado outra história.

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