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Jeilson Reis caminha para ser prefeito de um mandato só, em Bom Jesus do Tocantins

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27 abr

Fatos políticos, no mínimo curiosos — e preocupantes — têm marcado os bastidores da pequena e pacata Bom Jesus do Tocantins, município vizinho a Marabá. O atual prefeito, Jeilson Reis (MDB), que por oito anos ocupou o cargo de vice-prefeito na gestão de Joãozinho Rocha (PSC), começa a ver seu capital político se desgastar rapidamente.

Eleito com forte apoio de Joãozinho — considerado seu principal cabo eleitoral no último pleito — Jeilson iniciou o mandato rompendo justamente com quem o ajudou a chegar ao poder. Ainda nos primeiros meses de gestão, promoveu a exoneração do ex-prefeito e também de sua esposa, que haviam sido alocados em funções estratégicas na nova administração. O episódio escancarou o racha político e acendeu o alerta nos bastidores.

R$ 115 milhões de volta

Embriagado pelo poder, Jeilson parece ter esquecido de tudo e de todos após assumir o comando da prefeitura. Com acesso aos cofres públicos e aos vultuosos repasses mensais da mineradora Vale, o prefeito passou a adotar uma postura que tem gerado insatisfação até mesmo entre aliados.

Um dos episódios mais recentes que ampliaram o desgaste da gestão foi o cancelamento do tradicional bingo das mães — evento que, há anos, integra a programação do aniversário da cidade. A suspensão ocorreu sem explicações oficiais, o que gerou revolta. Nos bastidores, comentários dão conta de falta de organização e planejamento por parte da primeira-dama, além de críticas após sua ausência no município para a realização de procedimentos estéticos em São Paulo.

Além disso, a administração enfrenta reclamações constantes relacionadas a atrasos no pagamento dos servidores municipais e às péssimas condições das estradas vicinais, problema que afeta diretamente produtores rurais e moradores da zona rural. Esses fatores têm contribuído para consolidar a percepção negativa sobre o governo.

Para agravar ainda mais o cenário, a recente articulação política entre o ex-prefeito bem avaliado, Joãozinho Rocha com o seu ex-secretário de Saúde, Marcelo Oliveira, que foi o segundo colocado nas últimas eleições municipais, tem mexido diretamente com o tabuleiro político local. Nos bastidores, a leitura é clara: enquanto a oposição se reorganiza, Jeilson vê sua gestão e seu capital político afundarem.

Diante desse cenário, cresce a avaliação de que Jeilson Reis pode enfrentar dificuldades reais para viabilizar uma reeleição, sendo cada vez mais citado como um prefeito que pode ficar restrito a um único mandato à frente da Prefeitura de Bom Jesus do Tocantins.

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