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Levantamento aponta que caminhões de lixo exibidos por Toni Cunha são alugados por R$ 9 milhões até as eleições

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23 jun

Anunciados com pompa nas redes sociais do prefeito Toni Cunha (PL) como solução para os problemas da coleta de lixo em Marabá, os novos caminhões compactadores apresentados pela gestão municipal não foram comprados pela prefeitura. Um levantamento realizado pelo Portal Cidade Atual, com base em documentos disponíveis no Portal da Transparência, mostra que os veículos fazem parte de um contrato de locação que pode custar mais de R$ 9 milhões aos cofres públicos.

A chegada dos caminhões foi divulgada após uma enxurrada de reclamações de moradores de diversos bairros e da zona rural. Em vários pontos da cidade, a coleta vinha sendo feita por tratores e caçambas, situação que gerou críticas e preocupações com a segurança dos garis.

R$ 115 milhões de volta

Mas, diferente do que muitos imaginaram ao ver a propaganda nas redes sociais, os caminhões não passarão a fazer parte da frota própria do município. Eles pertencem a uma empresa contratada pelo Serviço de Saneamento Ambiental de Marabá (SSAM) e permanecerão à disposição da prefeitura apenas enquanto durar o contrato.

A documentação obtida pelo Portal Cidade mostra que o objeto da licitação é justamente a locação de caminhões compactadores de lixo com motorista para a coleta e transporte de resíduos sólidos na área urbana de Marabá.

O contrato foi firmado com a empresa J.L. Construções e Serviços Ltda e prevê um valor total de R$ 9.198.000,00. O preço unitário é de R$ 51.100 por mês para cada caminhão locado, podendo a prefeitura solicitar até 15 veículos simultaneamente.

O caso chama atenção porque repete uma prática que vem sendo adotada pela atual gestão. Assim como ocorreu com o polêmico contrato da iluminação pública, onde a prefeitura optou pela locação de equipamentos em vez da aquisição definitiva, agora os caminhões do lixo também chegam através de um contrato milionário de aluguel.

Na prática, enquanto a propaganda mostra a chegada de uma nova frota, os documentos revelam que os veículos não pertencem ao município e não ficarão como patrimônio público. Ao final da vigência contratual, os caminhões continuam sendo da empresa contratada.

O contrato tem validade inicial de um ano e pode ser prorrogado por igual período, o que faz com que a locação avance justamente pelo período que antecede as eleições de 2028.

Enquanto isso, a conta de mais de R$ 9 milhões será bancada pelos cofres públicos, em mais um contrato que deverá alimentar o debate sobre a política de locações adotada pela gestão Toni Cunha desde o início do mandato.

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