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Homossexual é preso durante festa LGBT em Marabá após descumprir medida protetiva contra ex-companheiro

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28 jun

O que era para ser uma noite de diversão durante uma festa voltada ao público LGBT terminou em caso de polícia na madrugada deste domingo (28), em Marabá. Um homem foi preso dentro de um bar no bairro Novo Horizonte, acusado de descumprir uma medida protetiva concedida pela Justiça em favor do ex-companheiro.

Segundo a Polícia Civil, Mário Pessoa Matos, de 32 anos, foi detido após, supostamente, voltar a perseguir o figurinista Cleoson Cunha, mesmo estando proibido de se aproximar da vítima por determinação judicial baseada na Lei Maria da Penha.

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De acordo com o boletim de ocorrência, Mário vinha mantendo uma sequência de comportamentos considerados intimidatórios. Além de perseguir e ameaçar o ex-companheiro, ele teria enviado mensagens por redes sociais e aplicativos de relacionamento, rondado a residência de Cleoson e até procurado pessoas que mantinham algum tipo de relacionamento com a vítima para intimidá-las.

Na madrugada deste domingo, conforme o relato registrado à polícia, Mário apareceu no mesmo estabelecimento onde Cleoson estava acompanhado de amigos. Ainda segundo a vítima, o investigado permaneceu observando o grupo de forma intimidatória, mesmo existindo uma ordem judicial determinando que mantivesse distância.

Diante da situação, Cleoson acionou a Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal de Marabá. Os agentes foram até o local, realizaram a abordagem e conduziram Mário para a 21ª Seccional Urbana de Polícia Civil.

Após analisar o caso, o delegado plantonista manteve a prisão de Mário Pessoa Matos pelo crime de descumprimento de medida protetiva de urgência, determinada no processo nº 0812632-03.2025.8.14.0028.

O caso ganhou grande repercussão no início de maio, quando Cleoson Cunha publicou um vídeo nas redes sociais relatando que teria sido vítima de violência física, psicológica e patrimonial durante o relacionamento. Na ocasião, o figurinista afirmou que decidiu recorrer à Justiça porque, segundo ele, as ameaças continuavam mesmo após o fim da relação.

Durante o registro da ocorrência, Cleoson foi acompanhado pelo advogado Igor de Amádeus. Já Mário Pessoa Matos não constituiu advogado para acompanhá-lo perante a autoridade policial.

A reportagem não conseguiu contato com Mário Pessoa Matos para obter sua versão sobre os fatos. O espaço permanece aberto para eventual manifestação da defesa ou do próprio investigado. (Com informações de Vinicius Soares Biancardi).

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