Desde o início de sua operação, em abril de 2016, a Usina Hidrelétrica de Belo Monte já repassou aproximadamente R$ 1,5 bilhão em royalties, oficialmente chamados de Compensação Financeira pela Utilização dos Recursos Hídricos (CFURH). Desse total, R$ 1,1 bilhão foram destinados ao Governo do Pará e aos municípios de Vitória do Xingu, Altamira e Brasil Novo, localidades diretamente impactadas pelo empreendimento.
Somente em 2025, os repasses da compensação financeira alcançaram R$ 234,2 milhões, reforçando a importância da usina como fonte contínua de receita para os cofres públicos. A CFURH é uma cobrança obrigatória aplicada a todas as usinas hidrelétricas do país pelo uso da água na geração de energia elétrica.
Os valores arrecadados são distribuídos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) entre a União, os estados e os municípios que integram a área de influência do empreendimento. No caso da parcela federal, os recursos são direcionados a fundos e órgãos como o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, além do Ministério do Meio Ambiente, Ministério de Minas e Energia e da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).
De acordo com a ANEEL, os dados sobre os repasses da compensação financeira são atualizados periodicamente e estão disponíveis para consulta pública em sua base oficial, garantindo transparência sobre os valores pagos e os entes beneficiados.
Considerada a maior hidrelétrica 100% brasileira e a quinta maior do mundo, Belo Monte tem capacidade para gerar energia suficiente para atender o equivalente a 18 milhões de residências. O empreendimento responde por cerca de 10% da demanda nacional de energia elétrica, sendo apontado como estratégico para a segurança energética do país.

Apesar do volume expressivo de recursos distribuídos ao longo dos últimos anos, Belo Monte segue no centro de debates sobre os impactos sociais, ambientais e a efetividade da aplicação dos royalties nos municípios afetados, tema que continua mobilizando a população e órgãos de controle na região do Xingu.
