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Após usar Bolsonaro na campanha, Toni Cunha evita solidariedade ao ex-presidente

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28 mar

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou Jair Bolsonaro réu reacendeu debates dentro da direita paraense. Enquanto diversas lideranças bolsonaristas do estado manifestaram apoio ao ex-presidente, o prefeito de Marabá, Delegado Toni Cunha (PL), permaneceu em silêncio, gerando críticas entre seus aliados políticos.

Deputados como Éder Mauro e Rogério Barra, além de vereadores como Zezinho Lima, de Belém, e Fernando Henrique, de Marabá, expressaram publicamente solidariedade a Bolsonaro, reforçando o discurso de que o ex-presidente está sendo alvo de perseguição política. No entanto, Toni Cunha, que fez uso da imagem de Bolsonaro para alavancar sua campanha, não publicou sequer uma nota sobre o caso.

O silêncio do prefeito gerou desconfiança entre apoiadores, que questionam sua lealdade ao movimento bolsonarista. A trajetória política de Toni reforça essas dúvidas: ele iniciou sua carreira na Rede Sustentabilidade, partido ligado à esquerda, e foi candidato a vice-prefeito de Tião Miranda em 2016. Depois, alinhou-se ao bolsonarismo e conquistou a Prefeitura de Marabá, mas agora, com Bolsonaro fora do poder e enfrentando processos, adota uma postura cautelosa.

Diante desse cenário, a ausência de manifestação por parte de Toni Cunha levanta um questionamento inevitável: sua adesão ao bolsonarismo foi por convicção ou conveniência política?

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