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Prefeitura de Marabá desmente Toni Cunha em postagem

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7 fev

A própria Prefeitura de Marabá acabou contrariando uma declaração pública do prefeito Toni Cunha-Sá (PL) ao reconhecer oficialmente a remarcação de cirurgias na rede municipal de saúde, poucas horas depois de o gestor afirmar que não havia suspensão de procedimentos.

Em publicação nas redes sociais, o prefeito garantiu que as cirurgias de urgência nunca foram e não estão suspensas, tentando afastar qualquer percepção de crise no sistema. Ele também atribuiu os problemas enfrentados à não entrega de insumos por empresas fornecedoras, alegando que essas empresas estariam descumprindo contratos firmados em processos licitatórios.

R$ 115 milhões de volta

No entanto, uma nota oficial divulgada pela própria Prefeitura de Marabá confirmou que quatro cirurgias eletivas precisaram ser remarcadas nesta sexta-feira, justamente por causa da indisponibilidade de leitos e da falta de insumos hospitalares. O comunicado reconhece que o baixo estoque decorre da não entrega da quantidade necessária de materiais por parte dos fornecedores.

Diante da escassez, a Secretaria Municipal de Saúde informou que os insumos existentes foram direcionados para os casos mais graves, o que permitiu a realização de 14 cirurgias emergenciais, enquanto pacientes que aguardavam procedimentos eletivos tiveram que ter seus atendimentos adiados.

A nota também afirma que o município acionou judicialmente as empresas que descumpriram os contratos e que já obteve decisões liminares favoráveis, determinando a entrega imediata dos insumos e medicamentos necessários para o funcionamento das rotinas cirúrgicas. Apesar disso, o próprio reconhecimento da remarcação evidencia que o problema já chegou à ponta do sistema e impactou diretamente a população.

Na prática, enquanto o prefeito tenta minimizar a situação em discursos públicos, a comunicação institucional da prefeitura admite que a falta de insumos e de leitos afetou o funcionamento normal da rede de saúde, expondo uma contradição clara entre a fala política e a realidade enfrentada nos hospitais do município.

O episódio reforça uma crítica recorrente à atual gestão: faltam itens básicos para garantir o funcionamento mínimo da saúde pública, ao mesmo tempo em que o prefeito concentra esforços em embates políticos nas redes sociais, ataques despropositados a adversários e projetos de viés megalomaníaco, como a defesa da aquisição de helicópteros com dinheiro público. Para a população que depende do SUS em Marabá, o discurso pouco importa quando o essencial — medicamentos, insumos e leitos — continua em falta.

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