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Vereadora Priscila Veloso sofre violência política de gênero ao defender benfeitorias para o próprio bairro em Marabá

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12 ago

Nas últimas horas, uma onda de ofensas gratuitas, despropositadas e com claro viés misógino tomou conta de grupos de WhatsApp do Bairro da Paz e de publicações nas redes sociais. O motivo do ataque? O simples fato de a vereadora e professora Priscila Veloso ter reforçado os pedidos da associação de moradores local por benfeitorias públicas — como o mutirão de limpeza — e apoiado ações do prefeito Toni Cunha na comunidade.

A reação foi marcada por desqualificações pessoais e agressões verbais. Em um vídeo postado no TikTok por uma figura identificada como Celso Santana — em uma página de pouca repercussão que acumulava apenas 14 curtidas —, a parlamentar é atacada com termos de baixo calão e xingada de “boca de burro”. Em um áudio que circula em aplicativos de mensagem, outro homem, que se apresenta como vizinho da vereadora, dispara ofensas chamando-a de "oportunista" e chega a questionar até mesmo a sua fé religiosa.

R$ 115 milhões de volta

A disparidade no tratamento chama a atenção e evidencia a seletividade dos ataques. Não se viu tamanho ódio ou patrulhamento quando vereadores homens agiram de forma semelhante ou até mais ostensiva:

Quando homens fazem política, articulando benfeitorias ou buscam protagonismo em suas bases, o ato é encarado como articulação natural. Quando uma mulher faz o mesmo, o recurso utilizado para anulá-la é o ataque pessoal, o xingamento e a misoginia.

Este Portal de Notícias registra os fatos, repudia veementemente a violência política de gênero sofrida por Priscila Veloso e presta solidariedade à parlamentar.

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