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Servidores da UFPA, Unifesspa e Ufopa entram em greve por tempo indeterminado no Pará

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24 fev

Servidores da Universidade Federal do Pará (UFPA), da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) e da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) aderiram à greve nacional por tempo indeterminado. O movimento cobra o cumprimento de acordos firmados com o governo federal em 2024 e já começa a impactar a rotina acadêmica nas instituições.

Em Belém, estudantes relataram a suspensão do restaurante universitário do setor profissional do campus da UFPA. A paralisação atinge diretamente o funcionamento diário das universidades, especialmente porque os técnicos administrativos são responsáveis por atividades essenciais, que vão desde a abertura de salas de aula e gestão de restaurantes universitários até a condução de contratos, licitações e a operação de laboratórios.

R$ 115 milhões de volta

Somente na UFPA, cerca de 2.500 técnicos administrativos estão distribuídos em todos os campi do estado. A mobilização é organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará (Sindtifes). Segundo o sindicato, a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) optou por não aderir neste primeiro momento, priorizando eleições internas, mas mantém o debate sobre a possibilidade de paralisação.

A reportagem procurou as universidades envolvidas e o Ministério da Educação (MEC), mas não houve retorno até a publicação desta matéria.

Reivindicações

De acordo com o Sindtifes, as principais reivindicações incluem a implementação de um Regime de Subsídio por Carreira (RSC) inclusivo para todos os membros da categoria, atenção às demandas dos aposentados e o cumprimento integral dos compromissos previamente firmados com o governo federal.

Apesar da greve, o sindicato informou que há orientação para manutenção de serviços considerados essenciais, com o objetivo de reduzir os impactos à comunidade acadêmica. Entre eles, estariam o funcionamento do restaurante universitário para estudantes em situação de vulnerabilidade social, o pagamento de bolsas, além da manutenção de serviços como energia elétrica, abastecimento de água, segurança e atendimentos em hospitais universitários.

A lista definitiva desses serviços ainda está sendo construída em assembleias. Para esta primeira semana de paralisação, o comando de greve da UFPA organizou uma série de atividades. Nesta terça-feira (24), haverá passagem pelos setores da universidade. Na quarta-feira (25), está prevista panfletagem para dialogar com a comunidade acadêmica. Já na quinta-feira (26), os trabalhadores participam de um debate sobre a conjuntura política e o RSC.

As assembleias gerais estão agendadas para todas as terças-feiras, às 10h, no hall da reitoria da UFPA, em Belém. As reuniões do Comando Local de Greve ocorrerão às sextas-feiras, no mesmo horário e local.

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