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Servidores de Parauapebas se reúnem hoje em assembleia geral para decidir sobre reajuste salarial

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27 fev

A primeira assembleia geral dos servidores públicos municipais de Parauapebas sob a gestão do prefeito Aurélio Goiano acontece nesta quinta-feira (27), às 19h, na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp). O encontro ocorre em meio a um impasse nas negociações salariais entre os sindicatos e a prefeitura, após duas rodadas de tentativas sem sucesso.

A principal reivindicação da categoria é um reajuste salarial de 10%, sendo 4,83% para reposição inflacionária, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2024, e 5,17% de ganho real. Além disso, os trabalhadores exigem o aumento do auxílio-alimentação de R$ 1,3 mil para R$ 1,7 mil. No entanto, a gestão municipal ofereceu apenas 5% de reajuste, com um aumento real de 0,17%, e uma elevação no vale-alimentação de R$ 200.

“Tendo em vista que esse índice de 4,83% já é um direito adquirido nosso, o governo está apresentando de fato uma proposta de 0,17% de reajuste salarial”, criticou Marden Lima, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (SindSaúde). Segundo ele, a decisão agora está nas mãos da categoria: “Os trabalhadores vão definir se aceitam a proposta ou se emendam uma contraproposta para tentar reabrir a mesa de negociação. A expectativa é aguardar a decisão da assembleia, que é soberana.”

Na última reunião com os sindicatos, no dia 14 deste mês, o prefeito Aurélio Goiano alegou dificuldades financeiras e pediu compreensão dos servidores. “Estou pedindo para vocês me ajudarem neste ano”, afirmou, justificando que a concessão do reajuste solicitado geraria um impacto de cerca de R$ 400 milhões na folha de pagamento do município. “Não tenho no orçamento. Não sei como arrumar isso”, declarou em vídeo publicado em suas redes sociais.

O argumento, no entanto, não convence os sindicalistas, especialmente diante da recente nomeação de 580 novos servidores comissionados pela gestão, o que, segundo o SindSaúde, resultará em um impacto anual de R$ 50 milhões nas contas da prefeitura. O sindicato chegou a entrar com uma ação popular na Justiça contra a medida.

Diante desse cenário, a assembleia desta noite será decisiva para os rumos da mobilização da categoria e das negociações com a prefeitura.

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