O empresário marabaense Sebastião Miranda, conhecido como “Tiãozinho”, do setor de mineração e comunicação, está sendo processado pela Igreja Mundial do Poder de Deus, liderada pelo pastor Valdemiro Santiago, após a venda de aluguéis de canais de televisão que, segundo a acusação, não possuíam as outorgas necessárias para operação.

A informação foi publicada no último domingo (4) pela coluna do jornalista Lauro Jardim, no jornal O Globo, que revelou a existência de um inquérito em andamento na Polícia Civil de São Paulo para apurar o suposto crime de falsidade ideológica envolvendo uma disputa milionária que ultrapassa R$ 60 milhões.

De acordo com a publicação, a Igreja Mundial afirma que contratou a empresa SM Comunicações, da qual Sebastião Miranda é um dos donos, para realizar a retransmissão do sinal da TV da igreja em diversas localidades do país. No entanto, durante a execução do contrato, teria sido constatado que a empresa não detinha as outorgas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que dizia possuir em vários estados.
A coluna de Lauro Jardim destaca que o caso envolve diretamente a comercialização de espaços em canais de televisão que estariam, na prática, sem autorização legal para funcionamento, o que motivou a abertura do inquérito policial e o acionamento judicial por parte da igreja.

Sebastião Miranda é sobrinho do ex-prefeito de Marabá, Sebastião Miranda Filho, também conhecido como Tião Miranda, e atua nos ramos da mineração e da comunicação, sendo figura conhecida no meio empresarial da região Sudeste do Pará.
Até o momento, não há informações públicas sobre posicionamento oficial do empresário ou da SM Comunicações a respeito das acusações. O espaço permanece aberto para manifestação das partes envolvidas.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de São Paulo e pode ter desdobramentos tanto na esfera criminal quanto cível, a depender do avanço das apurações e das decisões judiciais.
