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Acusado de tentativa de homicídio, vereador Edcarlos Uchôa será investigado por comissão processante em Vitória do Xingu

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27 ago

A Câmara Municipal de Vitória do Xingu decidiu, por unanimidade, instaurar nesta segunda-feira (25) uma comissão processante para investigar a conduta do vereador Edcarlos Uchôa Silva Cunha (PSB), acusado em um processo criminal por tentativa de homicídio.

A sessão que definiu a abertura do processo interno foi marcada por tensão. Antes do início dos trabalhos, o parlamentar mobilizou apoiadores na tentativa de pressionar e intimidar os colegas. A confusão se concentrou na área externa da sede do Legislativo e exigiu intervenção da Polícia Militar para conter os ânimos. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o vereador discutindo com um policial durante a confusão.

A acusação

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Pará (MPPA), Edcarlos Uchôa teria tentado matar Benedito Ferreira de Castro, conhecido como “Quizumba”, no dia 7 de abril de 2021. O episódio teria ocorrido dentro de um depósito comercial no centro da cidade, onde, segundo o inquérito, o vereador acionou por diversas vezes o gatilho de um revólver calibre .38 contra a vítima, mas o disparo não se concretizou. O ato teria ocorrido na presença de testemunhas.

O MPPA sustenta que houve tentativa de homicídio qualificado, já que a vítima teria sido surpreendida sem chance de defesa. O órgão pede o prosseguimento da ação penal, com a citação do acusado, oitiva de testemunhas e, ao final, a condenação do parlamentar.

A defesa

A defesa do vereador nega as acusações. Em manifestação enviada à Justiça, afirma que Uchôa estava em recuperação de uma cirurgia no joelho no dia do suposto crime e utilizava muletas, o que inviabilizaria a prática. O documento também alega contradições no relato da vítima e atribui a denúncia a disputas políticas locais.

Próximos passos

Com a instalação da comissão processante, os vereadores de Vitória do Xingu deverão analisar a conduta de Edcarlos Uchôa e decidir se ele deve ou não perder o mandato. O processo interno tramitará em paralelo à ação penal que segue em curso no Poder Judiciário.

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